O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Amaral felicitou, nesta sexta-feira, 09 de outubro de 2026, as Forças Armadas Angolanas pelo seu 35º aniversário de existência.
Lê-se na mensagem que o 35.º Aniversário das Forças Armadas Angolanas, marco de grande significado na história da nossa Nação e na consolidação da paz, da soberania, da independência e da estabilidade da República de Angola, que ao longo de três décadas e meia, tem desempenhado uma missão essencial na defesa da Pátria, da integridade territorial e dos interesses fundamentais do Estado, afirmando-se como uma instituição ao serviço da Nação.
Esta data constitui, igualmente, uma oportunidade para homenagearmos os homens e mulheres que, com bravura, coragem, disciplina, espírito de sacrifício e elevado sentido de dever, serviram e continuam a servir Angola, muitas vezes em condições difíceis e longe das suas famílias.
Prestamos uma particular homenagem aos Veteranos da Pátria, cuja entrega e sacrifício constituem parte indissociável da nossa memória colectiva. Recordamos, com profundo respeito, todos aqueles que tombaram no cumprimento do dever e cujo exemplo permanece como legado para as novas gerações.
“As FAA são herdeiras de uma história gloriosa de luta e sacrifício, que contribuiu decisivamente na conquista e preservação da Paz, alcançada a 4 de Abril de 2002, mas a sua grande responsabilidade perante o futuro é transformar esse legado numa força militar mais consistente e actuante”.
Queremos umas FAA capazes de combinar a experiência acumulada ao longo de 35 anos com o conhecimento, a inovação e as tecnologias que irão definir a defesa nas próximas décadas.Isso implica colocar o homem no centro da transformação militar.
O soldado do futuro deverá ser cada vez mais qualificado, tecnicamente preparado, disciplinado e capaz de operar num ambiente em que a informação, a tecnologia e a velocidade de decisão serão factores determinantes.
Por isso, a preparação combativa educativo-patriótica e a formação militar deverão evoluir continuamente, valorizando as ciências, as tecnologias, a engenharia, a cibersegurança, a inteligência, a medicina militar, a liderança e o domínio dos modernos sistemas de comando, controlo, comunicações e informação.
Ao mesmo tempo, devemos acelerar a modernização das capacidades e dos meios, privilegiando soluções que respondam às necessidades reais da defesa nacional e que permitam às FAA elevar progressivamente os seus níveis de prontidão, mobilidade, vigilância, protecção e capacidade de resposta.
A transformação das FAA deve também ser acompanhada pelo fortalecimento da indústria nacional de defesa, estimulando o conhecimento, a inovação, a investigação científica e a participação de instituições de ensino superior e centros tecnológicos nacionais.
Aos jovens militares, digo-vos: o futuro das FAA está também nas vossas mãos. Estudem, preparem-se, inovem, respeitem a disciplina e assumam com responsabilidade o privilégio de servir Angola.
Aos comandantes e responsáveis militares, cabe a missão de liderar esta transformação, com visão estratégica, sentido de Estado e capacidade de antecipar os desafios.
E a todos os que serviram a Pátria, deixamos uma palavra de reconhecimento: o futuro que hoje construímos assenta nos sacrifícios que ontem foram feitos por bravos militares.
Assim, aos Generais e Almirantes, Oficiais Superiores, Capitães e Tenentes-de-Navio, Subalternos, Sargentos, Praças e Trabalhadores Civis, ao serviço das Forças Armadas Angolanas, desejamos votos de muitos êxitos no cumprimento.